DPS e APS, as impressoras de cápsula
DPS e APS são duas respostas diferentes para o mesmo problema: resina com muita carga cerâmica é viscosa demais para funcionar em uma cuba aberta. A SprintRay Midas usa DPS, que elimina a cuba e pressuriza a resina dentro de uma cápsula. A Shining 3D Ceramix-Nano usa APS, que mantém a projeção DLP e troca a separação mecânica de camada por ar comprimido. As duas imprimem uma coroa em cerca de dez minutos. E as duas são mais parecidas entre si do que o marketing sugere.
Como ler esta página. Praticamente todo número de velocidade, carga de partícula e resistência divulgado sobre essas duas máquinas vem dos próprios fabricantes. Nenhum terceiro cronometrou ou testou em bancada nenhuma das duas até agora. Onde a informação é declaração de fabricante, está escrito. Onde existe estudo independente, ele está citado no fim.
O problema que as duas resolvem
Para uma resina virar coroa definitiva, ela precisa de muita carga cerâmica. Carga é o que dá resistência, estabilidade de cor e comportamento de desgaste parecido com o do dente. O problema é físico: quanto mais carga, mais viscosa a resina fica, e resina viscosa não se comporta bem em cuba aberta. Ela não nivela, não escorre para preencher a camada seguinte e gruda no filme com força demais na hora de separar.
Impressora de cuba convencional, seja SLA, DLP ou LCD, foi desenhada para resina fluida. É por isso que, durante anos, o que saiu de impressora foi modelo, guia, placa e provisório, e não coroa definitiva. As duas tecnologias abaixo existem para contornar exatamente esse limite, e cada uma ataca uma parte diferente dele.
DPS, na SprintRay Midas
DPS é a sigla de Digital Press Stereolithography, nas palavras do fabricante. A ideia central é abandonar a cuba. Não existe tanque de resina, não existe plataforma de construção reutilizável e não existe frasco.
O que existe é uma cápsula de uso único que já contém a resina, a plataforma de construção, a câmara pressurizada, a janela óptica com filme de segurança e um código de barras com o material e a cor. A cápsula entra em um encaixe sobre vidro aquecido, a máquina roda um ciclo automático de prensagem e cura, e a peça é destacada por uma aba. O fluxo, na descrição da própria fabricante, é escanear, posicionar, prensar e remover.
Como a resina é empurrada por pressão em vez de depender da própria fluidez, a viscosidade deixa de ser o fator limitante, e é isso que permite carga cerâmica alta. A instrução de uso da resina de coroa declara carga inorgânica acima de 50% em peso.
O detalhe que costuma se perder. Os dez minutos anunciados são de impressão. A instrução de uso da própria resina descreve, depois disso, lavagem em álcool isopropílico a 91% ou mais com escovação, pós-cura em aparelho separado, e uma segunda lavagem depois da pós-cura. A Midas não fecha um caso sozinha: ela exige uma unidade de cura adicional do mesmo fabricante.
APS, na Shining 3D Ceramix-Nano
APS é a sigla de Adaptive Pneumatic Stereolithography, também na descrição do fabricante. O nome entrega o mecanismo, e o pneumático é literal.
O lado óptico é DLP convencional: projeção a 405 nm, resolução de 50 micrômetros no plano XY. O que muda é a separação de camada. Em vez de descolar mecanicamente a peça do filme a cada camada, um movimento que pode passar de dez milímetros, a máquina usa ar comprimido para afastar o filme em menos de um milímetro. Menos deslocamento significa menos esforço sobre a peça, ciclo mais curto e, na prática, um corpo de máquina muito menor: a Ceramix-Nano tem cerca de dois quilos.
O material também vem em cápsula pré-carregada, lida por QR code, com a máquina se autoconfigurando e agitando a resina internamente. Não há cuba para abastecer nem tanque para limpar. E a cura acontece dentro do mesmo aparelho, em até três minutos.
Duas ressalvas de lançamento. A resina saiu apenas em baixa translucidez, em cinco cores, o que a inclina para posteriores enquanto as versões de média e alta translucidez não chegam. E o fabricante informa que a máquina ainda não tem marcação CE: a avaliação de conformidade europeia está em andamento.
Uma dúvida ficou sem resposta na nossa pesquisa: o fabricante não documenta etapa de lavagem entre a impressão e a cura. Não documentar não é o mesmo que dispensar, então não afirmamos que a máquina seja livre de lavagem.
Lado a lado
| DPS · SprintRay Midas | APS · Shining 3D Ceramix-Nano | |
|---|---|---|
| Sigla | Digital Press Stereolithography | Adaptive Pneumatic Stereolithography |
| O que é diferente | Não há cuba. A cápsula tem câmara pressurizada e a resina é empurrada contra a janela óptica, o que permite carga cerâmica alta sem depender da fluidez. | A projeção é DLP convencional a 405 nm. O que muda é a separação de camada: ar comprimido afasta o filme em menos de 1 mm, contra mais de 10 mm da separação mecânica. |
| Formato do material | Cápsula de uso único, com plataforma de construção integrada e código de barras de material e cor. | Cápsula pré-carregada, lida por QR code. A máquina se autoconfigura e agita a resina internamente. |
| Tempo de impressão | Até 3 coroas, 6 inlays ou 9 facetas em menos de 10 minutos. | Ciclo típico de 8 a 11 minutos. Cerca de 8 minutos em coroa anterior. |
| Pós-processamento | Lavagem em álcool isopropílico a 91% ou mais, escovação, pós-cura em aparelho separado do fabricante, e segunda lavagem depois da pós-cura. | Cura integrada na própria máquina, até 3 minutos. O fabricante não documenta etapa de lavagem, o que não é o mesmo que documentar que ela não existe. |
| Indicações do material | Coroas definitivas unitárias, coroas parciais, facetas, dentes artificiais e próteses monolíticas, conforme a instrução de uso da resina de coroa. | Coroa, ponte de até 3 elementos e 38 mm, faceta, inlay e onlay. |
| Cores disponíveis | Linha com mais de um material de coroa, incluindo uma versão posicionada para translucidez. | Cinco cores VITA, apenas em baixa translucidez no lançamento. Média e alta translucidez em desenvolvimento. |
| Regulatório declarado | Liberação do FDA na classe II, declarada pelo fabricante. | Liberação do FDA na classe II, declarada pelo fabricante. Ainda sem marcação CE: o fabricante informa que a avaliação de conformidade europeia está em andamento. |
| Evidência científica | Dois estudos in vitro, do mesmo grupo de pesquisa, com 10 amostras no grupo DPS. Nenhum estudo clínico. | Nenhuma publicação revisada por pares, de nenhum tipo. |
Preço, e o que ele não inclui
A Midas aparece na loja oficial da SprintRay por 10.995 dólares, consultada em 01/09/2026. A Shining 3D não publica preço da Ceramix-Nano; um veículo especializado estimou cerca de 6 mil dólares, o que é uma fonte só e não uma confirmação. Não existe preço publicado em real para nenhuma das duas.
A diferença de equipamento encolhe quando se soma o resto. A Midas exige uma unidade de cura separada, que a Ceramix-Nano traz embutida, e o software de desenho da SprintRay acompanha por um ano, virando custo recorrente depois. Do lado do consumível as duas se equivalem: algo entre 22 e 35 dólares por cápsula de até três restaurações, o que dá uma ordem de grandeza parecida por peça.
A leitura honesta do comparativo
Colocadas lado a lado, as duas máquinas são muito mais parecidas do que o discurso de lançamento faz parecer. Mesma faixa de tempo por coroa, mesmo número de peças por cápsula, mesmo modelo econômico de cápsula fechada, custo por restauração equivalente. Velocidade não é o que separa as duas.
O que separa, de verdade, são quatro coisas:
Cura integrada ou separada
A Ceramix-Nano imprime e cura no mesmo aparelho. A Midas precisa de lavagem e de uma unidade de cura adicional. É a diferença mais concreta entre as duas no dia a dia.
Custo de entrada
Há uma diferença relevante de preço de equipamento entre as duas, parcialmente compensada pelo aparelho de cura que uma delas exige à parte.
Faixa de translucidez
A Ceramix-Nano nasceu só com baixa translucidez. Para anterior, isso é uma limitação real enquanto as outras versões não saem.
Disponibilidade no Brasil
A Midas aparece em catálogo brasileiro. A Ceramix-Nano não consta no site brasileiro do fabricante, e o lançamento cobria América do Norte e Ásia. Situação de 01/09/2026.
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A pergunta que importa mais que a máquina
Escolher entre DPS e APS é uma decisão pequena perto da pergunta que fica embaixo das duas: coroa impressa aguenta ser definitiva? É aqui que existe literatura de verdade, e é aqui que vale gastar atenção antes de gastar dinheiro.
O que já foi medido
| Pergunta | O que o estudo encontrou |
|---|---|
| Resistência mecânica contra fresado | Revisão sistemática de 2025, com 13 estudos incluídos: as propriedades mecânicas das resinas impressas para restauração permanente ainda são inferiores às das fresadas, e a degradação de longo prazo pode aumentar a chance de falha. |
| Resistência à fratura, teste direto | Dissilicato de lítio 440,49 N; resina de coroa impressa em DPS 306,76 N; Cerasmart 265,49 N; Vita Enamic 173,82 N. Os autores concluem que a DPS é comparável aos compósitos fresados, não ao dissilicato. |
| Adaptação marginal e interna | Todos os grupos dentro de faixas clinicamente aceitas. A diferença apareceu na previsibilidade: coeficiente de variação de cerca de 6% na zircônia contra 52% na fenda oclusal do grupo DPS. |
| Comportamento clínico em 2 anos | 33 restaurações, 30 pacientes, um único operador. Adaptação, retenção, contato, cor e textura sem alteração significativa. A descoloração marginal caiu de 100% de A para 69,7% em 24 meses, e foi a única variável que piorou de forma significativa. |
| O que mais afeta a fratura | Em 120 coroas definitivas impressas com envelhecimento pesado, o tipo de cimento e o envelhecimento pesaram de forma significativa; o desenho do término não pesou. Cimento resinoso autoadesivo superou o ionômero. |
| Único ensaio randomizado existente | Em molares decíduos, coroa de resina impressa contra coroa de aço em 12 meses: sobrevida de 82,1% contra 100%, com mais desgaste oclusal, trincas e descoloração no grupo da resina. Indicação diferente, mas o sinal de desgaste e cor é o mesmo que aparece nos estudos de adulto. |
O tamanho real da evidência. Não existe dado de sobrevida de cinco ou dez anos para coroa definitiva impressa. O maior acompanhamento clínico que localizamos tem 33 restaurações, um operador e 24 meses. Não localizamos nenhum ensaio randomizado em dentição permanente. Dissilicato de lítio e zircônia, que são a régua de comparação, têm dados multicêntricos de cinco e dez anos.
Isso não quer dizer que a tecnologia não preste. Quer dizer que quem compra hoje está comprando uma tecnologia jovem, e que qualquer página afirmando equivalência com dissilicato ou zircônia em definitivo de longo prazo está andando à frente do que foi publicado.
Onde está o ponto fraco
Os estudos independentes convergem em três pontos, e são sempre os mesmos: descoloração marginal ao longo do tempo, desgaste, e porosidade interna do material. Vale reparar em uma distinção fina do estudo clínico de dois anos: a cor da restauração se manteve; o que piorou foi a cor da margem. São coisas diferentes, e confundir as duas é como o assunto costuma ser mal contado.
Regulatório, e o que não conseguimos confirmar
Os dois fabricantes declaram liberação do FDA na classe II para as resinas de coroa. Não localizamos o número do processo em nenhum dos dois casos, então a liberação aparece aqui como declaração de fabricante, e não como registro conferido.
Sobre a Anvisa, não encontramos registro para nenhuma das duas máquinas nem para nenhuma das duas resinas. Ausência de achado não é prova de ausência de registro, então não afirmamos nada nas duas direções. Antes de comprar qualquer uma delas para uso clínico no Brasil, peça ao fornecedor o número de registro da resina e confira você mesmo no portal da Anvisa. No Brasil, é a resina que carrega a regularização, como explicamos no hub de impressão 3D.
O que perguntar antes de comprar
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O que exatamente está incluso para fechar um caso?
Impressora, unidade de cura, software de desenho e consumível de lavagem. Uma das duas exige aparelho de cura à parte, e isso muda a comparação de preço.
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Qual o custo por cápsula e quantas peças ela rende?
Esse é o custo por restauração de verdade. O preço da máquina se dilui; esse não.
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Quais cores e translucidezes estão disponíveis hoje, no Brasil?
Não o que está no roteiro do fabricante. O que chega em uma nota fiscal esta semana.
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Qual o número de registro da resina na Anvisa?
Pergunta objetiva, com resposta objetiva. Se não vier, é resposta também.
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O software de desenho é vitalício ou assinatura?
Software incluso por um ano é custo recorrente a partir do segundo.
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Ela imprime só restauração?
As duas são máquinas de restauração. Guia, modelo e placa continuam pedindo impressora de cuba. Quem quer os dois mundos precisa de duas máquinas.
Onde a Hajime entra
Não vendemos impressora e não indicamos modelo. O que a Hajime faz é o passo anterior: o escaneamento que alimenta a coroa, o desenho no CAD, os parâmetros de impressão e a decisão clínica de quando usar coroa impressa e quando não usar. Máquina nova sem fluxo por trás vira equipamento parado, e isso é caro de um jeito que não aparece no orçamento.
Perguntas frequentes
O que significam as siglas DPS e APS?
DPS é Digital Press Stereolithography, a tecnologia da SprintRay usada na Midas. APS é Adaptive Pneumatic Stereolithography, a tecnologia da Shining 3D usada na Ceramix-Nano. As duas descrições são dos próprios fabricantes.
Qual é a diferença real entre DPS e APS?
As duas nasceram do mesmo problema: resina com muita carga cerâmica é viscosa demais para trabalhar em cuba aberta. A DPS resolve eliminando a cuba e pressurizando a resina dentro de uma cápsula. A APS mantém a projeção DLP convencional e resolve a separação de camada com ar comprimido, que afasta o filme em menos de um milímetro em vez de mais de dez. São soluções diferentes para o mesmo obstáculo.
Qual das duas é mais rápida?
Nenhuma, na prática. Os números divulgados pelos dois fabricantes ficam na mesma faixa, de 8 a 11 minutos por coroa, e as duas fazem até três restaurações por cápsula. Velocidade é um eixo de marketing nesse par, não um eixo de decisão. E vale lembrar que esses minutos são de impressão, não de cadeira.
Então o que realmente diferencia as duas?
Quatro coisas: a Ceramix-Nano cura dentro da própria máquina enquanto a Midas exige lavagem e um aparelho de pós-cura separado; o preço de equipamento é bem diferente; a Ceramix-Nano saiu só com baixa translucidez, o que a inclina para posteriores; e, até setembro de 2026, uma delas é comprável no Brasil e a outra não tem disponibilidade publicada aqui.
Quanto custam?
A Midas aparece na loja oficial da SprintRay por 10.995 dólares, consultada em 01/09/2026. A Shining 3D não publica preço da Ceramix-Nano; um veículo especializado estimou cerca de 6 mil dólares, o que é uma fonte só e não uma confirmação. Cápsulas ficam na mesma ordem de grandeza nas duas, algo entre 22 e 35 dólares por cápsula de até três restaurações. Não existe preço publicado em real para nenhuma das duas.
Dá para comprar no Brasil?
A SprintRay tem canal comercial no Brasil e a Midas aparece no catálogo em português da S.I.N. Implant System. A Ceramix-Nano não consta no site brasileiro da Shining 3D e o lançamento cobria América do Norte e Ásia. Isso vale para setembro de 2026 e pode mudar. Ausência no catálogo não é o mesmo que indisponibilidade definitiva.
Coroa impressa pode ser definitiva?
Os fabricantes declaram liberação do FDA para uso definitivo, e as resinas são indicadas para isso. A pergunta clínica, porém, é outra: quanto tempo essa coroa dura na boca. E aí a resposta honesta é que ainda não sabemos. O maior acompanhamento clínico publicado que localizamos tem 33 restaurações, um único operador e 24 meses. Dissilicato de lítio e zircônia têm dados de cinco e dez anos, multicêntricos.
A coroa impressa é tão resistente quanto a fresada?
Não, pelo que a literatura mostra até agora. Uma revisão sistemática de 2025 concluiu que as propriedades mecânicas das resinas impressas para restauração permanente ainda são inferiores às das fresadas, com a ressalva de que a degradação de longo prazo pode aumentar a chance de falha. Em teste direto de resistência à fratura, o dissilicato de lítio ficou em 440 N contra 307 N da resina impressa em DPS. Os autores desse mesmo estudo dizem que o desempenho é comparável ao dos compósitos fresados, não ao do dissilicato.
Qual é o ponto fraco conhecido da coroa impressa?
Descoloração marginal e desgaste. No estudo clínico de dois anos, a cor da restauração se manteve, mas a descoloração marginal caiu de 100% de avaliações A no início para 69,7% em 24 meses, e essa foi a única variável que piorou de forma significativa. No único ensaio randomizado existente, em molares decíduos, o grupo da resina impressa teve mais desgaste oclusal, mais trincas e descoloração, com sobrevida de 82,1% contra 100% da coroa de aço.
O desenho do término muda o resultado?
Menos do que se imagina. Em um estudo com 120 coroas definitivas impressas e envelhecimento pesado, o tipo de cimento e o envelhecimento afetaram a resistência à fratura de forma significativa, e o desenho do término não afetou. Cimento resinoso autoadesivo superou o ionômero de vidro. Em coroa impressa, a cimentação decide mais que o preparo.
A adesão da coroa impressa é confiável?
A revisão sistemática disponível encontrou apenas seis estudos que atendiam aos critérios e concluiu que a resistência de união é comparável à dos materiais fresados, com jateamento com alumina geralmente recomendado e nenhum cimento se mostrando superior. Os próprios autores registram que há lacuna clara na literatura sobre esse ponto.
A adaptação marginal é boa?
É aceitável, mas menos consistente que a da fresagem. No único estudo que comparou a Midas com coroas fresadas, todos os grupos ficaram dentro de faixas clinicamente aceitas, e a diferença apareceu na dispersão: a zircônia teve coeficiente de variação de cerca de 6% no cervical, e a DPS chegou a 52% na fenda oclusal. Média parecida, previsibilidade diferente.
Vale a pena comprar uma dessas máquinas agora?
Depende de para que. Como ferramenta de provisório de alta qualidade, restauração de curto e médio prazo e atendimento em sessão única, a proposta é sólida e o ganho de fluxo é real. Como substituto de dissilicato e zircônia em definitivo de longo prazo, a evidência ainda não está lá. Quem compra hoje está comprando uma tecnologia jovem, e isso é uma decisão legítima desde que tomada de olhos abertos.
Essas máquinas imprimem guia cirúrgica e modelo?
Não. As duas são máquinas de restauração, com cápsulas fechadas e volume mínimo. Guia, modelo, placa e moldeira continuam pedindo uma impressora de cuba convencional. Quem quer os dois mundos precisa de duas máquinas, e isso muda a conta do investimento.
A Hajime recomenda alguma das duas?
Não recomendamos marca nem modelo de impressora, aqui e em nenhuma página do site. Parte das marcas que atuam no mercado odontológico brasileiro de impressão é parceira do Clube de Vantagens, e ranking de compra nesse contexto seria recomendação com conflito de interesse. O que fazemos é entregar o dado e a fonte.
Para continuar
Referências
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