Guias empilháveis
Guias empilháveis, ou stackable guides, são um sistema de guias em camadas apoiado em uma base fixada ao osso com pinos. A base fica no lugar durante toda a cirurgia e cada camada encaixa nela para uma etapa: reduzir o osso, fresar e instalar os implantes, transferir a prótese. É a resposta para um problema específico do arco total: quando o osso é aplainado, a referência que sustentava a guia deixa de existir.
O vídeo mostra a execução completa dentro do software, sem corte. Se quiser primeiro entender a lógica etapa por etapa, o passo a passo de um caso real está logo abaixo, com as telas do planejamento.
O problema que ele resolve
Em um arco parcial, a guia se apoia nos dentes vizinhos, que continuam lá do início ao fim da cirurgia. Em um arco total com redução óssea, nada disso existe. A guia se apoiaria na mucosa, que afunda, ou no osso, que vai ser justamente a estrutura modificada no meio do procedimento.
O conceito de manter um template de referência único atravessando as fases cirúrgica e protética foi descrito por Baruffaldi e colaboradores em 2020, em uma série de 86 implantes. A ideia central era simples e continua sendo a mesma: os erros de um fluxo digital se somam ao longo de todas as etapas, e uma referência física estável, fixada no osso, impede que o erro de uma etapa contamine a seguinte.
Sobre a origem do termo. Não existe um autor identificável como criador do guia empilhável. O que a literatura permite afirmar é que o termo se consolida entre 2020 e 2021, a partir dos protocolos de template de referência única. Qualquer atribuição a um nome específico deve ser tratada com desconfiança.
O passo a passo, em um caso real
A sequência abaixo é de um caso de arco inferior planejado por Giovanni: dentes condenados, exodontias, regularização óssea e quatro implantes com carga imediata. Cada etapa mostra o que acontece na boca e, principalmente, por que existe uma guia para aquele momento.
O que você está vendo. São capturas do planejamento em 3D dentro do coDiagnostiX, não fotografias do trans-operatório. Elas explicam a lógica do protocolo e a função de cada camada. Nenhum desfecho clínico deste paciente é afirmado aqui, porque não temos acompanhamento publicado deste caso.
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O ponto de partida
Dentes condenados, indicação de exodontia e de regularização óssea. Este é justamente o caso em que a mão livre fica mais frágil: no instante em que os dentes saem e o rebordo é aplainado, some a referência que o cirurgião usaria para posicionar os implantes. Vale guardar esta imagem, porque é contra ela que a comparação tem de ser feita.
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Guia 1 e guia 2, antes de qualquer corte
Feito o descolamento. Em azul, a guia 1, a guia mãe: é ela que carrega o valor de referência de todo o resto do procedimento. Em verde, a guia 2, dentossuportada, que existe por um motivo só — levar a guia 1 até a posição planejada e permitir fixá-la. Enquanto os dentes ainda estão lá, eles são referência confiável. A guia 2 usa essa referência enquanto ela existe e a transfere para a guia 1 antes que ela desapareça.
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A guia mãe pinada ao osso
A guia 1 está fixada. E aqui um detalhe que não é detalhe: neste momento o retalho já precisa estar aberto. A fixação tem de ser em osso, com visão direta. Pino que pega tecido mole faz todo o referencial nascer torto, e é esse referencial que vai comandar as próximas quatro etapas. A guia 2 já pode sair: cumpriu a função dela.
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Exodontias
Os dentes saem. Repare no que continua na imagem: a guia 1, no mesmo lugar. É exatamente esta a diferença entre o protocolo empilhável e o fluxo livre — no momento em que as referências anatômicas deixam de existir, a referência física continua parafusada ao osso.
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Regularização óssea
O rebordo é regularizado contra o plano que a guia define. A execução pode ser com piezo ou com fresas de desgaste ósseo, e essa escolha é do cirurgião e do caso. O que muda no protocolo é outra coisa: você deixa de decidir no olho quanto osso remover e passa a remover até encontrar uma referência que já estava definida no planejamento.
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A camada de fresagem entra sobre a mesma base
Com o osso já regularizado, a camada que conduz as brocas encaixa na mesma base. É aqui que os dois ganhos se somam: a redução ficou previsível e, mesmo depois de a anatomia ter mudado, a posição dos implantes continua sendo a planejada — porque ela nunca dependeu do osso que acabou de ser removido.
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Instalação dos implantes
Os implantes entram nas posições planejadas. Os cilindros amarelos são o eixo de acesso do parafuso: eles mostram, ainda no planejamento, por onde cada parafuso vai emergir na prótese. Não é informação decorativa — é o que impede descobrir na hora que um acesso saiu na face vestibular de um dente.
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Mini pilares e a guia 4
Instalados os mini pilares, entra a guia 4, ou guia do provisório. É a camada que transforma o planejamento protético em peça na boca. Repare nos eixos amarelos atravessando os dentes: a posição de saída de cada parafuso foi decidida antes da cirurgia, não descoberta depois dela.
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Captura do provisório
As perfurações da guia 4 abrem o caminho para a captura do provisório sobre os mini pilares. Feita a captura, retiram-se os conectores, faz-se o polimento, sutura-se e a prótese protocolo é instalada. Ainda na mesma sessão.
Como cada camada se chama na literatura
Giovanni numera as guias na ordem em que elas entram no campo. A literatura nomeia pela função, e vale conhecer os dois vocabulários para ler artigo depois de ver o caso.
- Guia de índice
- Posiciona a base usando o que ainda existe de referência: dentes, prótese antiga ou chave de mordida. É a guia 2 do caso acima.
- Guia base
- Fixada ao osso com pinos, em geral três ou quatro. Não sai mais até o fim. É a guia mãe.
- Guia de redução óssea
- Define o plano de aplainamento a partir da base, e não a partir do próprio osso.
- Guia de fresagem
- Encaixa na base já com o osso reduzido e conduz as brocas.
- Guia protética
- Posiciona os mini pilares e transfere o provisório. Fecha o ciclo: o mesmo referencial que guiou o osso guia a prótese.
Nem todo caso usa as cinco. Na revisão de escopo de 2024, sistemas de três camadas foram os mais frequentes, seguidos pelos de quatro. Sistemas de duas camadas também aparecem. Para ver cada camada sendo desenhada, o vídeo do passo a passo percorre o caso inteiro dentro do coDiagnostiX.
O que isso muda no fim: carga imediata no trans-operatório
O passo 9 termina com a prótese instalada na mesma sessão. Essa é a diferença prática do protocolo, e ela não está na exatidão do implante: está no fato de a captura do provisório acontecer enquanto o paciente ainda está na cadeira, com o mesmo referencial que guiou o osso.
O caminho mais comum é outro. O paciente sai da cirurgia, o protocolo é confeccionado e entregue alguns dias depois — na rotina do Giovanni, por volta de três dias. Isso significa uma consulta a mais, mais um episódio de manipulação sobre tecido que já está cicatrizando e um intervalo de desconforto que o paciente atravessa sem a prótese.
- Previsibilidade. A redução óssea e a posição dos implantes deixam de depender de uma referência que some no meio da cirurgia.
- Menos etapas depois. A prótese sai no mesmo ato, então some a consulta de entrega e a manipulação extra que vem com ela.
- Menos tempo total de cadeira. Não menos tempo de cirurgia: menos tempo somado do tratamento inteiro.
- Conta que fecha para quem cobra por hora clínica. Menos sessões ocupando a agenda pelo mesmo tratamento.
- Menos desconforto no intervalo. O paciente não passa dias entre a cirurgia e a prótese.
Evidência, interpretação e experiência são coisas diferentes. A sobrevida de curto prazo com carga imediata sobre empilhável está publicada e aparece mais abaixo nesta página. Já os ganhos da lista acima são experiência clínica de quem executa o protocolo, e não desfecho medido em estudo: não existe, até onde localizamos, ensaio comparando dor, número de consultas ou tempo total de tratamento entre carga imediata trans-operatória e entrega em poucos dias.
Uma ressalva de coerência, porque as duas coisas aparecem nesta página: a literatura relata cirurgia mais longa com empilhável do que com template único. Não é contradição. O ato cirúrgico é maior; o tratamento somado tende a ser menor, porque uma sessão inteira deixa de existir. São dois relógios diferentes, e vale dizer qual dos dois se está medindo.
Quer executar isso com segurança?
Guia empilhável é o tipo de protocolo em que o planejamento decide o resultado antes de a primeira broca entrar. Na Hajime Academy o fluxo é ensinado inteiro, do alinhamento dos arquivos ao desenho de cada camada, com aula ao vivo toda semana e a comunidade junto para discutir o seu caso.
Quando indicar
- Arco total ou dentição terminal, em geral com quatro implantes ou mais por arco.
- Casos que exigem redução óssea antes da instalação.
- Protocolos de carga imediata, em que a prótese precisa ser transferida no mesmo ato.
- Planejamento guiado pela face e pela prótese, e não pelo osso disponível.
A contraindicação registrada na literatura é objetiva: abertura de boca limitada. Empilhar as camadas em espaço reduzido é muito difícil, quando não impossível. Além disso, o protocolo exige retalho aberto e osso suficiente para os pinos de fixação. Para um unitário com dentes vizinhos estáveis, uma guia dentossuportada convencional é mais simples, mais barata e mais exata.
O que a evidência mostra, e o que ela ainda não mostra
Esta é a parte em que vale ser direto, porque a maior parte do conteúdo disponível sobre empilháveis é comercial. A base científica da técnica é jovem e frágil.
A revisão de escopo publicada em 2024 analisou doze estudos e concluiu que não havia, até então, nenhum estudo prospectivo ou comparativo sobre a eficiência da técnica. Todos os trabalhos incluídos eram relato ou série de casos. Seis dos doze sequer tinham radiografia pós-operatória de controle, o que impede avaliar objetivamente o resultado. Uma segunda revisão, em 2025, reuniu oito estudos e 351 implantes e manteve a mesma ressalva: evidência heterogênea, de curto prazo, com acompanhamento que raramente passa de doze meses.
Desvios já publicados
| Fonte | Amostra | Entrada | Ápice | Ângulo |
|---|---|---|---|---|
| Lan 2024, faixa reunida | 4 estudos com dado quantitativo | 0,89 a 1,90 mm | 0,44 a 1,43 mm | 2,4° a 4,14° |
| Bjelica 2026, retrospectivo | 15 pacientes, 60 implantes | 0,96 mm | 1,07 mm | 1,25° |
| Chen 2025, in vitro, guia pinada | 24 modelos de maxila edêntula | 0,89 mm | 1,22 mm | 2,84° |
| Chen 2025, in vitro, mucossuportada | mesmo estudo, grupo comparado | 0,72 mm | 0,97 mm | 2,03° |
Sobrevida e sucesso
Os desfechos clínicos de curto prazo são consistentemente bons. O maior estudo publicado, com 43 arcos edêntulos e 284 implantes reabilitados com carga imediata, registrou dez implantes que não osseointegraram em quatro meses, ou 3,5%, e 100% de sucesso protético em um ano. A revisão de 2025 encontrou sobrevida acumulada de 97,1% entre três e doze meses, com carga imediata em todos os arcos.
A leitura honesta. O empilhável entrega um fluxo, não exatidão superior. Ele permite reduzir osso, instalar implantes e transferir a prótese a partir de uma referência única, em um único ato, com resultados protéticos consistentes em séries de curto prazo. O que a literatura ainda não mostra é que ele posicione o implante com menos desvio que uma guia convencional bem indicada. Quem afirma isso está indo além do dado.
Limitações e riscos
Custo
Mais peças, mais resina, pinos e às vezes componentes magnéticos. A revisão de 2025 estimou acréscimo da ordem de 600 dólares em material por caso em comparação com um template único. Não existe análise formal de custo-efetividade publicada.
Tempo e complexidade
O planejamento é mais longo e a cirurgia também. Casos publicados relatam de pouco mais de duas horas em protocolos maduros a quase dez horas em reconstruções complexas. Vale separar os dois relógios: o ato cirúrgico é maior, enquanto o tratamento somado tende a encolher quando a prótese sai na mesma sessão.
Calor na fresagem
Vale para qualquer fresagem através de guia: o atrito entre broca, anilha e guia gera calor, e a própria guia impede a irrigação de chegar à broca. Calor excessivo leva a necrose óssea e à falha da osseointegração.
Provisório
Uma das coortes revisadas relatou 24% de fratura de prótese provisória. Carga imediata sobre arco total exige provisório com espessura e material adequados, não apenas um desenho bonito na tela.
O que enviar para planejar um caso
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Tomografia cone beam
Em protocolo estendido quando o caso for total. Corte fino e paciente imóvel valem mais que qualquer recurso do software depois.
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Escaneamento
Intraoral, da prótese, ou os dois. No edêntulo total, o protocolo de duplo escaneamento é o mais documentado: a prótese é escaneada isolada e em posição.
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Fotografias
Sorriso, repouso e perfil. São elas que validam a posição dos dentes antes de a posição dos implantes ser decidida.
Escaneamento facial e registro de movimento mandibular aparecem em protocolos mais completos na literatura, mas não são pré-requisito para planejar um empilhável.
Planejamento de empilhável no Hajime Lab
O planejamento do caso empilhável, para reabilitação total. Com ou sem o desenho da prótese.
| Serviço | Valor para quem não assina |
|---|---|
| Planejamento sem prótese | R$ 700 |
| Planejamento com prótese | R$ 1.200 |
Quem assina o plano Business tem o empilhável dentro da cota do plano, sem pagar por caso. Quem não assina paga a tabela acima e recebe o caso planejado.
Perguntas frequentes
O que é um guia empilhável?
É um sistema de guias em camadas, apoiado em uma base fixada ao osso com pinos. A base permanece no lugar durante toda a cirurgia e cada camada encaixa nela para uma função: redução óssea, fresagem dos implantes e transferência da prótese. Na literatura internacional aparece como stackable guide, e a base como foundation guide.
Qual problema ele resolve que uma guia única não resolve?
A perda de referência. Em um arco total, assim que o osso é aplainado, a superfície que sustentava a guia deixa de existir e o plano perde o ponto de apoio. A base pinada ao osso mantém uma referência única do começo ao fim, atravessando a redução óssea, a fresagem e a fase protética.
Dá para entregar a prótese na mesma sessão da cirurgia?
É justamente o que o protocolo permite, e é assim que o caso mostrado nesta página termina: mini pilares instalados, guia protética encaixada na mesma base, captura do provisório sobre os mini pilares, remoção dos conectores, polimento, sutura e prótese protocolo instalada, tudo no trans-operatório. A alternativa mais comum é entregar a prótese alguns dias depois, o que acrescenta uma consulta e uma nova manipulação sobre tecido em cicatrização. A ressalva importante: o ganho está no fluxo, e não há estudo comparando dor ou tempo total de tratamento entre as duas rotas.
Para que serve a guia dentossuportada se o caso é de arco total?
Ela existe para um momento muito curto: enquanto os dentes condenados ainda estão na boca, eles são a única referência confiável que sobra. A guia dentossuportada, a guia 2, encaixa neles e leva a guia base até a posição planejada, permitindo fixá-la ao osso com os pinos. Assim que a base está pinada, a guia 2 sai de campo. Em outras palavras, ela transfere a referência dos dentes para o osso antes de os dentes deixarem de existir.
A fixação da guia base precisa de retalho aberto?
Sim, e não é um detalhe de conforto. Os pinos precisam entrar em osso, com visão direta. Pino que atravessa tecido mole assenta a base em posição errada, e como todas as camadas seguintes se referenciam nela, um erro nesse momento contamina a redução óssea, a fresagem e a prótese. É por isso que o empilhável não é técnica para caso em que o retalho é indesejável.
A regularização óssea pode ser feita com piezo?
Pode. Piezocirurgia ou fresas de desgaste ósseo são as duas execuções usadas, e a escolha é do cirurgião e do caso. O que o protocolo muda não é o instrumento: é o critério de parada. Em vez de julgar no olho quanto osso remover, você remove até encontrar o plano que a guia já define, definido antes no planejamento.
Quantas camadas tem um sistema empilhável?
Varia. Na revisão de escopo de 2024, dos doze estudos analisados, dois usaram sistemas de duas partes, sete de três partes e três de quatro partes. A base costuma ser estabilizada por três ou quatro pinos ósseos. Não existe um número certo: existe o número que aquele caso exige.
O guia empilhável é mais exato que uma guia convencional?
A evidência disponível não sustenta essa afirmação, e é importante dizer isso com clareza. Um estudo in vitro comparando guia pinada e guia mucossuportada em modelos de maxila edêntula encontrou desvios maiores no grupo pinado, não menores, ainda que a diferença fosse pequena. Um ensaio clínico comparando quatro tipos de guia também não mostrou vantagem angular do empilhável. A vantagem do empilhável é de fluxo: ele permite fazer redução óssea, instalação e transferência protética a partir de uma única referência. Isso é diferente de posicionar o implante com mais exatidão.
Que desvios já foram medidos em guias empilháveis?
A faixa publicada é larga. A revisão de escopo de 2024 reuniu desvios de 0,887 a 1,90 mm na entrada, 0,44 a 1,43 mm no ápice e 2,4° a 4,14° no ângulo. Estudos individuais vão de 1,25° em uma série retrospectiva de 60 implantes até 5,4° em um relato de caso. Qualquer número único apresentado como típico está escondendo essa dispersão.
A técnica é segura? Qual a sobrevida dos implantes?
Os dados de curto prazo são bons. O maior estudo publicado, com 43 arcos edêntulos e 284 implantes com carga imediata, registrou 3,5% de implantes que não osseointegraram em quatro meses e 100% de sucesso protético em um ano. A revisão de 2025, com 351 implantes, encontrou sobrevida acumulada de 97,1% entre três e doze meses. A ressalva importante: o acompanhamento raramente passa de doze meses.
Quando o empilhável não é indicado?
A contraindicação explícita na literatura é abertura de boca limitada: empilhar as camadas fica muito difícil ou impossível. Fora isso, o protocolo exige retalho aberto e osso suficiente para os pinos de fixação, o que já o afasta de casos unitários e de pacientes em que o retalho é indesejável. Nesses casos uma guia convencional resolve melhor.
Quais são as limitações e os riscos?
Custo maior de material, tempo de cadeira maior, curva de aprendizado real e dependência de planejamento e desenho bem feitos. A revisão de 2025 relatou que uma das coortes teve 24% de fratura de prótese provisória. Vale também a preocupação térmica de qualquer fresagem através de guia: a própria guia atrapalha a irrigação chegar à broca, e calor excessivo leva a necrose óssea.
O que preciso enviar para planejar um caso empilhável?
Tomografia cone beam em protocolo estendido, escaneamento intraoral ou da prótese, e no edêntulo total normalmente o protocolo de duplo escaneamento, com a prótese escaneada separadamente e em posição. Fotografias de sorriso ajudam a validar a posição dos dentes. Escaneamento facial e registro de movimento mandibular aparecem em protocolos mais completos, mas não são obrigatórios.
Como faço uma guia empilhável na prática?
Esta página traz o passo a passo de um caso real em nove etapas, com as telas do planejamento: guia mãe, guia dentossuportada de fixação, exodontias, regularização óssea, fresagem, implantes, mini pilares e captura do provisório. E Giovanni gravou o caso inteiro dentro do coDiagnostiX, do alinhamento dos arquivos ao desenho de cada camada, em cerca de 54 minutos e sem corte. O link para o vídeo está no topo desta página. Ler o conceito ajuda a decidir se o caso pede empilhável; ver a execução é o que ensina a fazer.
Em quais softwares dá para desenhar um empilhável?
Está documentado em coDiagnostiX, Blue Sky Plan e Exocad, entre outros citados na literatura. O que muda de um para outro é o quanto do encaixe entre as camadas você desenha manualmente e o quanto o software resolve. Não é o software que define se o caso vai dar certo.
Como se chama isso em português?
A forma consolidada na literatura brasileira é guias empilháveis, quase sempre com o termo em inglês entre parênteses na primeira menção. As camadas aparecem como guia de índice, guia base, guia de redução óssea ou de aplainamento, guia de fresagem e guia protética. Guia multifuncional e sistema empilhável não têm uso estabelecido.
A Hajime planeja guia empilhável?
Sim. Na tabela do laboratório, o planejamento do caso empilhável sai por R$ 700 sem o desenho da prótese e R$ 1.200 com o desenho da prótese. Quem assina o plano Business tem o empilhável dentro da cota do plano.
Para continuar
Referências
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- Sîrbu I, Ciocan LT, Petre AE, et al.. Facially driven full-arch implant rehabilitation with stackable metallic and magnetic surgical guides and immediate loading: a scoping review. Dentistry Journal, 2025;13(11):516. Ver estudo
- Bjelica R, Ćatović A, Kobler P, et al.. Accuracy of fully guided implant placement using bone-supported stackable surgical guides in completely edentulous patients. Journal of Clinical Medicine, 2026;15(2):652. Ver estudo
- Chen YJ, Lin WS, Morton D, et al.. Accuracy of implant placement in edentulous maxillary models using pin-supported and mucosa-supported surgical guides. The Journal of Prosthetic Dentistry, 2025;135(4):808.e1-808.e7. Ver estudo
- Levy-Bohbot A, Mense C, Lan R, et al.. Stackable guides for full-arch immediate loading rehabilitation: the STAGE study. The International Journal of Oral & Maxillofacial Implants, 2025;40(2):241-249. Ver estudo
- Baruffaldi A, Baruffaldi A, Baruffaldi M, Maiorana C, Poli PP. Fully digital model-free approach in the immediate rehabilitation of the edentulous jaws: a reference template protocol. Oral and Maxillofacial Surgery, 2020;24(3):343-351. Ver estudo
- Comparin L, Sartori IAM, Fiamoncini ES, Tatim T, Souza G, Freitas RM. Guias empilháveis (stackable guides) para reabilitação de arcos totais em um fluxo digital: relato de caso clínico. RECIMA21, 2023. Ver estudo
- Orgev A, Gonzaga L, Martin W, Morton D, Lin WS. Addition of an irrigation channel to a surgical template to facilitate cooling during implant osteotomy. The Journal of Prosthetic Dentistry, 2021;126(2):164-166. Ver estudo