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Guia empilhável magnética no coDiagnostiX

Numa guia empilhável, cada etapa da cirurgia tem a sua camada: fixação, redução óssea, instalação dos implantes, provisório. O que segura uma camada na outra decide o quanto você mexe na guia com o campo aberto. Com ímã, a camada acopla e destaca sem desparafusar o que já está fixo no osso. Este é o ponto do vídeo abaixo — e, logo depois dele, o que a literatura já mediu sobre isso.

Onde os ímãs entram, em três telas

As capturas são do planejamento de um caso de arco total na mandíbula, no coDiagnostiX. Elas mostram a sequência que o vídeo monta.

Mandíbula em 3D com a guia base branca assentada sobre o rebordo. Cinco cilindros amarelos listrados aparecem alojados na guia, três na região anterior e um de cada lado. Na borda inferior da base há três anéis de fixação com parafuso.
A base fica. Ela é parafusada ao osso e é a única peça que não sai mais até o fim da cirurgia. Os cilindros amarelos são as peças alojadas nela para receber a camada seguinte — a posição de cada uma é decidida aqui, no planejamento, e não na hora.
A mesma mandíbula com uma segunda guia, em azul, acoplada por cima da base branca. A peça azul cobre a região anterior e se estende para os dois lados, com aberturas circulares alinhadas às posições marcadas na base.
A camada acopla. A peça azul assenta sobre a base sem parafuso próprio. É esse gesto que se repete a cada etapa: entra, trabalha, sai — e a referência do caso continua presa ao osso o tempo todo.
A mesma montagem, agora com quatro hastes amarelas longas saindo verticalmente das aberturas circulares da guia azul, indicando as direções de trabalho planejadas.
Os eixos vêm do plano, não da mão. As hastes amarelas mostram as direções definidas no planejamento. Elas só valem se a camada estiver na mesma posição que estava na tela — e é exatamente isso que o acoplamento precisa garantir, etapa após etapa.

O que a evidência mostra, e o que ela ainda não mostra

Retenção magnética é a abordagem minoritária na literatura. Na revisão de escopo de 2025 que reuniu 8 estudos e 351 implantes em guias empilháveis, a indexação mecânica aparece em 7 dos 9 protocolos. Só dois trabalhos usaram ímã.

E o único caso com ímã que reporta desvio — planejado no coDiagnostiX, por um grupo da FOUSP — ficou em 5,4° de desvio angular médio, contra 2,8° e 2,67° das duas coortes com trava mecânica da mesma revisão.

Isso não é uma comparação. São estudos diferentes, com desenhos diferentes, e o número de 5,4° vem de um caso único. Ninguém colocou ímã e trava mecânica no mesmo experimento. Publicamos os dois números porque eles existem, e não para concluir o que eles não permitem concluir.

O que os trabalhos sustentam com mais firmeza é o conjunto: carga imediata em 100% dos arcos e sobrevivência de implante de 97,1% entre 3 e 12 meses, nas séries de empilhável em geral. Os próprios autores da revisão chamam a evidência de heterogênea e de curto prazo, e pedem estudos multicêntricos com pelo menos três anos de acompanhamento.

Há também um artigo de técnica que descreve o fluxo magnético e afirma que ele deveria melhorar estabilidade e exatidão. É expectativa declarada pelos autores, não medição — e está aqui marcado como tal.

Perguntas sobre guia magnética

O que muda, na prática, entre guia empilhável magnética e a de trava mecânica?

O que troca é o jeito de a camada assentar. Na trava mecânica, cada camada encaixa em uma geometria e é presa por parafuso ou pino; na magnética, a camada é atraída e travada pelo ímã alojado na base. Na prática cirúrgica a diferença aparece na troca entre etapas: a camada sai e volta sem desparafusar o que está fixo no osso. O que NÃO dá para afirmar é que uma é mais exata que a outra — ninguém comparou as duas no mesmo experimento.

Guia magnética é mais precisa?

Não existe estudo que responda isso. O que existe: uma revisão de escopo de 2025 com 8 estudos e 351 implantes, em que a indexação mecânica aparece em 7 dos 9 protocolos e só dois trabalhos usaram ímã; e um relato de caso de 2024, planejado no coDiagnostiX, com desvio angular médio de 5,4°, contra 2,8° e 2,67° das duas coortes com trava mecânica. São desenhos diferentes e o de 5,4° é caso único — não é comparação. Quem afirmar superioridade de qualquer dos dois lados está indo além do que foi medido.

Precisa de licença especial do coDiagnostiX para fazer isso?

O que o vídeo mostra é o uso das ferramentas de planejamento de guia empilhável do próprio software, com as anilhas e os ímãs entrando como peças no projeto. A checagem que vale fazer antes é a de sempre no coDiagnostiX: qual módulo a sua licença cobre. A página do software explica como as licenças são separadas.

Onde consigo os arquivos das anilhas e dos ímãs?

Estão no vídeo. Giovanni mostra passo a passo onde as peças entram no planejamento e disponibiliza os arquivos para quem quiser reproduzir o fluxo no próprio caso.

Para continuar

Referências

  1. Sîrbu I, Ciocan LT, Petre AE, et al.. Facially driven full-arch implant rehabilitation with stackable metallic and magnetic surgical guides and immediate loading: a scoping review. Dentistry Journal, 2025;13(11):516. Ver estudo
  2. Jreige CS, Gama R, Parize H, Ates G, Sesma N. 3D virtual patient—Magnetically retained printed stackable system for implant guided placement: Case report. Journal of Esthetic and Restorative Dentistry, 2024;36(12):1604-1613. Ver estudo
  3. García-Sala Bonmati F, Pérez-Barquero JA, Ilzarbe Ripoll LM, Labaig Rueda C, Fernandez-Estevan L, Revilla-León M. An additively manufactured, magnetically retained, and stackable implant surgical guide: A dental technique. The Journal of Prosthetic Dentistry, 2023;130(4):444-452. Ver estudo
  4. Gebril M, Edher F. Integration of Facial Scanning Technology for Full-Arch Implant Rehabilitation and Fabrication of Magnet-Based Surgical Guide and Provisional Prosthesis: A Case Report. Case Reports in Dentistry, 2026;2026:5495934. Ver estudo