Gengivoplastia digital, do desenho à guia
O maior problema da gengivoplastia não é técnico, é de expectativa. O paciente que acha os dentes curtos e de fato precisa do procedimento pode sair da cadeira achando que se tirou demais — porque ele nunca viu, antes, o que ia acontecer. É esse desencontro que a simulação resolve: o desenho do tecido mole é feito e mostrado na tela, com a cara do próprio paciente, antes de qualquer lâmina.
Três arquivos, e o caso separado em camadas
O fluxo começa com escaneamento intraoral, fotografias extraorais e tomografia. Com os três carregados, o plano Blueprint separa as estruturas — tecido mole, dente a dente, osso —, e é essa separação que permite trabalhar a gengiva sozinha, sem mexer no resto.
As três telas abaixo são do plano Rever, onde o que foi desenhado é comparado com o que o paciente tem.
A gengivoplastia acontece primeiro na tela
O antes e o depois que o paciente vê
As duas imagens abaixo são do software. Não são fotografia antes e depois de cirurgia: são a situação atual e a simulação do desenho, renderizadas pelo Smilecloud sobre a foto do próprio paciente. O que elas mostram é o que foi planejado — não uma garantia do que a boca vai devolver.
Do desenho para a boca: a guia periodontal
Fica a pergunta óbvia: dá para copiar exatamente esse contorno a mão livre? Não dá. É para isso que existe a guia periodontal — o perioguide —, que leva o desenho da tela para a boca como referência física. No vídeo, ela é montada no coDiagnostiX.
Perguntas sobre gengivoplastia digital
O resultado da cirurgia sai igual ao da simulação?
A simulação mostra o desenho que foi planejado, não uma garantia de desfecho. O que ela resolve é outra coisa, e é o problema que mais aparece na prática: alinhar a expectativa antes, com o paciente olhando, em vez de descobrir depois que ele imaginava outra coisa. O quanto a boca reproduz o desenho depende de biotipo, distância biológica, execução e cicatrização — e é aí que a guia periodontal ajuda, porque transfere referências em vez de depender da mão livre.
Quais arquivos preciso ter antes de começar?
Três: o escaneamento intraoral, as fotografias extraorais do paciente e a tomografia. Os três são carregados no Smilecloud, e é a combinação deles que permite separar tecido mole, dente a dente e osso no plano Blueprint.
Dá para reproduzir o desenho a mão livre?
Copiar exatamente, não. É justamente por isso que existe a guia periodontal: ela leva o contorno decidido na tela para a boca como referência física, em vez de depender da leitura do operador no trans-operatório. No vídeo, essa guia é montada no coDiagnostiX.
Preciso dos dois softwares?
Neste fluxo, sim, e cada um faz uma parte: o Smilecloud é onde o tecido mole é desenhado e mostrado ao paciente; o coDiagnostiX é onde esse desenho vira guia. A descrição do próprio vídeo resume o ponto — a ideia é que softwares diferentes façam parte de um fluxo só, em vez de serem usados como ferramentas isoladas.